PORTO

depontemponte

2010-05-01

 

 

PRÉ-TEXTO OU PRETEXTO

 

Ao modo de PREFÁCIO

 

No próximo sábado, 1º. de Maio, terá lugar a caminhada em referência. Trata-se de mais uma actividade de "vianatrilhos.com" ( aqui podem obter mais informações e modo de usar/participar) que, desta feita, será guiada por este vosso escrevinhador.

Se quiserem andar a pé, e parece que o dia promete, venham daí! Se acreditam que há sempre casas, igrejas, jardins, becos ou gente com interesse, venham também! Sabem a razão? É que da Boavista e na direcção do rio qualquer itinerário é aconselhado, desde que seja a pé.

Iremos porém um pouco mais longe, até e por ruas em terra batida em S. Pedro de Campanhã, ali onde o "Douro se alaga na curva graciosa do Freixo" e "arredonda o esteiro do Areínho".

Regressaremos pela inactivada linha de caminho de ferro que ligava Campanhã a Miragaia - âlfandega, onde subsistem aquelas placas-AVISO de "pare, escute, olhe"...e lixo, muito lixo = abandono, desl(e)ixo!

Mas, pela manhã, havemos de nos vingar no "bairro dos poetas" que resistiu ao cerco dos empreiteiros e dos banqueiros, como não resistiram as Antas e a Foz; e pelo que resta das quintas do Campo Alegre, agora ocupadas por outras funções... E como é 1º. de Maio pelas colónias operárias da Arrábida: Viterbo de Campos e Sidónio Pais, imaginando-divagando com o Carlos Whintestone: "...por entre pinhais que orlam a parte ainda não edificada da Rua da Boavista até se perder melancólico na ambiência rural desses sítios, longe do rumor da cidade ouvindo a voz das raparigas do campo chamando o gado, rindo e cantando..."

Iremos da parte ocidental para a oriental do Porto. Sempre a caminhar, sempre a contrastar. Sempre diferentes, sempre e tendencialmente iguais, sempre Porto.

O Lidl e o cemitério de Agramonte, ombro a ombro, viver e morrer ao melhor preço. Logo adiante, a escassos metros da igreja paroquial do Santíssimo Sacramento, a sinagoga Kadoorie, idem. É só escolher!

Das pontes, que dão o mote à viagem, nada direi. Mas das ruínas industriais que ao longo do rio fizeram desta cidade a mais importante do país, neste sector é claro, apontarei os esqueletos.

Também o extraordinário palácio do Freixo, volta oh Nasoni!, e as quintas de Campanhã. E a singela capela de S. Pedro a pedir meças à de Miragaia na carta de doação da raínha D. Teresa a D. Hugo, bispo do Porto.

Antes de destroçar, recordaremos algumas casas kitadas entrevistas no percurso & outras razões urgentes, comentaremos as pessoas e as coisas que estranhamente se colocam na paisagem , a "...contemplar a paisagem da banda dalém, a vista risonha de Oliveira e do Candal, onde vagueiam as amantes tragicas de Camilo", tentando compreender o "...homem, que se estafa e sua a arrancar o oiro dos filões da serra para de novo o enterrar..."

 

Porto, 26 de Abril de 2010

FernandoAVdeMesquitaGuimarães

Vianatrilhos

 

 

POSFÁCIO UM

 

Compareceram 46 companheiros dispostos a caminhar os anunciados, e cumpridos ou compridos, 18 Kms.

Dos inscritos verificaram-se 5 ausências: uma anunciada e justificada na véspera e as outras 4, apenas na ocasião. Para compensar apareceram 3 não inscritos, um dos quais sem “cunha”…

E, foi assim, sem se saber se ia chover ou não, que os 21 cristãos se meteram ao caminho arrastando os 15 anjinhos por baptizar. A saber: o Miguel Moreira apadrinhou 3 (Ana Maria Guimarães, Carlos Cruz e Joana Cruz), a Maria da Fonte (Bia) outros tantos (Conceição, Rosa e António Fonte), o casal Nogueira da Silva 2 (Laura Encarnação e Rosa Oliveira), a Maria José Nora trouxe a cunhada (Antónia Vaz), o Luís Guimarães um amigo (Gualter Fonte), e sem padrinhos rumaram 2 de Viana do Castelo (Teresa Gonçalves e Rui Guedes de Carvalho) e 3 de Vila do Conde (a mãe Maria José e as filhas Madalena e Ana Raquel Araújo).

Julgo não ter cometido erro ou omissão, como não troquei a nora pela cunhada, nem 3 por três… Mas, se o fiz, queiram corrigir por favor.

Não houve baptismos, apesar da chuva miudinha que caiu pelas 11/12:00 enquanto acelerávamos pela marginal em direcção ao Freixo. Ficará para uma próxima ocasião:

quando o mo(n)te for mais a sério…

 

Porto, 4 de Maio de 2010

FernandoAVdeMesquitaGuimarães

Vianatrilhos

 

 

 

 

 

POSFÁCIO DOIS

 

Na madrugada de hoje, 4 de Maio, ocorreu um incêndio na Fábrica de Encerados ali na marginal, entre Massarelos e Monchique. Já deu notícia–imagens nos telejornais e amanhã deve vir nos jornais, que é o sítio certo (?) para saber mais.

Nós passámos por lá, quando caminhávamos por sobre as águas do Douro, sem milagre pois que pelo passeio-pedonal-da-ponte-rodoviária-panorâmica, e eu apontei –a: à uma por ser mais uma ruína industrial, à outra por exibir aquele raro reclame em ferro recortado com o nome da empresa, produtos fabricados e telefone com 3 números! Dos de discar e pedir ligação à telefonista...

Terão sido, tiradas por alguns dos nossos companheiros, as últimas fotos das ruínas que já eram, e agora já não são. Parte da fachada ruiu sobre o passeio-linha-do-eléctrico e o reclame, danificado, estava esta manhã por um triz…

Uma adivinha: Qual era o nº. do telefone?

Um pedido: Mandem as fotos para publicar aqui.

Foram-se os números, vieram os dígitos; já não se disca, tecla-se. Não se evitou o desastre, não houve milagre: venham então as provas tecnológicas!

 

Porto, 4 de Maio de 2010

FernandoAVdeMesquitaGuimarães

Vianatrilhos