Panorâmicas de Santa Tecla

Moinhos de Picón e de Folón

04/06/2005

Romaria de Santa Tecla na Guarda (10 de agosto)


Guarda está situada na desembocadura do rio Minho, no ponto mais sul-oriental da Comunidade de Galiza, separada de Portugal somente pelo rio.

População eminentemente marinheira, daí o nome de muitas das suas ruas, está ligada à pesca e ao comercio naval desde tempos imemoriais. São muitas as culturas que deixaram a sua presença em A Guarda desde o Paleolítico.

Patrona da comarca do Baixo Minho tem santuário próprio no cimo do Monte com o nome da sua devoção. La Romaria de Santa Tecla é uma celebração, sobretudo de carácter religioso e familiar.

Durante a manhã oficiam-se missas rezadas na “Ermida del Monte”, sendo a principal a Solene das 11.00 com Sermão e Procissão, que gozam de massiva assistência de fieis.

Ao finalizar os actos religiosos têm lugar, na explanada do púlpito, o leilão dos produtos do campo e do mar, mas também dos trabalhos de artesanato, oferecidas à Santa.

Depois celebra-se a refeição campestre reunido-se as famílias em torno das mantas estendidas sobre o solo.
É também, uma boa oportunidade para saborear os saborosos produtos que proporciona a comarca, sem esquecer da diversão que acompanha este tipo de celebrações na forma de música e baile.

 

Castro de Santa Tecla

 

A situação do Castro de Santa Tecla, responde a povoações do tipo estratégico.

Por um lado ocupa l zona mais elevada do monte de onde se controla uma grande extensão de costa, e toda a desembocadura do rio Minho.
As pendentes da ladeira de 25% a 50% servem de defesa natural donde seria fácil organizar a defesa do povoado.
Por outra parte tanto as terras cultivadas, como as zonas de pesca e o marisco do rio e do mar, no estão a mais de 2 Km. (entre 30 e 60 minutos andando), por conseguinte prima mais o carácter estratégico - defensivo que o económico.

O recinto amuralhado do Castro, corresponde a época provavelmente romana, ocupa uma extensão aproximada de 700 m. de comprimento em direcção Norte - Sul, por 300 m de largura na direcção Este - Oeste.
É um dos castros tardios de maiores dimensões do Noroeste. Existem duas portas de entrada conhecidas, uma por Norte, e outra por Sul, ainda que na realidade, esta última está situada a Sudeste, possivelmente exista uma terceira pelo Sul.

Aparentemente , na zona escavada do povoado parece existir um urbanismo caótico, isto é assim em certo sentido; mas uma observação mais detalhada, aprecia certos elementos racionais e comunitários.

Aparecem pequenas praças e ruas estreitas, algumas delas separam grupos de construções. Varias de estas ruas utilizam escadas para fazer face aos declives. Outros elementos, como os muros de contenção de terras, ou esgotos, nos mostram a existência de um urbanismo; primitivo.

Predominam as construções circulares, em bastantes casos com vestíbulo, mas também se encontram construções com plantas ovais e quadradas; estas ultimas devidas, seguramente a influências romanas.

Apesar de que certos autores, parece ser que as construções do Castro de Santa Tecla, como todas do Noroeste, não tinham janelas. A única ventilação efectuava-se através da porta.

Estas podem aparecer com umbrais decorados com os motivos típicos dal área meridional da cultura castreja. Apesar da ausência de dados, a arquitectura hoje visível corresponde na sua grande maioria a um momento de influencia do domínio romano.
 

Moinhos Picón-Folón

LOCALIZAÇÃO:

Os muíños do Folón e do Picón, situam-se no município de O Rosal, na comarca do Baixo Minho.

CARACTERÍSTICAS:

Formam um conjunto, pela sua disposição, único na Galicia. São, no total, 71 moinhos que foram restaurados nos últimos anos. Destes, 36 pertencem ao sector do Folón e 25 ao de Picón.

O nome deve-se ao rio Folón (no plano adjunto situados á esquerda) e ao lugar do Picón, (no plano à direita).

EXPLICAÇÃO:

1: Moinho em que se situa o Centro de Informação

2: Estacionamento

3: Rio Folón.

4: Regato de Padín

5: Queda de água do rio Folón. Leva água abundante no periodo de chuvas. No verão vai seca

6: Explanada da Cereixeira

7: Direcção à Capela de San Martiño

8: Miradouro da Cereixeira. Pode observar-se parte da desembocadura do Rio Minho; Monte Santa Trega; margem portuguesa do rio e Vale do Rosal.

9: Direcção às Pozas do Regato da Cal (as pozas mais espectaculares estão numa zona perigosa e de difícil acesso)

10: Caminho do Carro. Observar os sulcos das rodas sobre as rochas graníticas.

11: Conjunto de Moinhos do Picón.

12: Lugar do Picón


Os textos apresentados foram recolhidos em obras diversas