Travessia Portela do Homem - Pitões das Júnias

2004-10-02

 

 

O ponto de partida era junto ao posto de fronteira da Portela do Homem, entrada no PNPG.

Estava marcada a saída para as 07.30, conjuntamente com um grupo de Lisboa - Andarilhos, que se nos juntaria na travessia.

O encontro falhou por um imprevisto e lá foi o nosso grupo de 19, mais 3 companheiros das Pernas Longas, a que se juntou em cima da hora, o Luís Gonçalves com mais 3 companheiros, perfazendo 26 participantes.

Descemos ao longo da estrada de alcatrão passando pelo bosque do Curral de S. Miguel para um pouco mais à frente atingir a Ponte de S. Miguel sobre o Rio Homem. Aí se encontra a cancela que marca o início do estradão de acesso às Minas dos Carris.

Caminhamos assim até à "Chã das Abrótegas" onde podemos ver os vestígios de uma antiga branda.

Depois de uma longa espera pelos mais atrasados, decidiu-se quem iria fazer a travessia. Após algumas hesitações, encontraram-se 17 voluntários, ficando os restantes de regressar ao ponto de partida depois do almoço nos Carris.

Já perto do alto dos Carris, apareceram 2 companheiros dos Andarilhos, que entretanto subiram a "todo o gás",  seguindo connosco na travessia.

Depois da foto de grupo junto à capela da mina, tomamos o trilho à direita, seguindo para o local da lavagem de minério das Minas de Carris, onde fizemos uma pequena paragem para apreciar o Corgo de Lamalonga, local onde se depositaram os resíduos da lavagem do minério, ao longo do período de laboração da mina.

Descemos depois, junto do edifício da lavagem, atravessando para  o vale da Ribeira das Negras, junto ao Pico da Matança. Avançamos logo de seguida para o Corgo das Lamelas, tendo pela esquerda o Pico do Compadre, atravessando depois para o Corgo das Lamas do Compadre, onde paramos para fazer um breve refeição.

O tempo para o descanso foi muito curto, pois o dia já ia adiantado e sabíamos bem a dificuldade do percurso restante.

Continuamos para a travessia dos Cornos da Candela, local de onde se vislumbra, pela primeira vez, o nosso destino final - Pitões da Júnia. Aqui o cansaço ia-se acumulando, prejudicando já o rendimento de alguns, que se iam atrasando sistemáticamente na travessia das muitas dificuldades do percurso.

Transpusemos o Corgo da Pala Nova e seguimos, sempre a meia encosta, na direcção de S. João da Fraga, bem visível, pela cor branca da capela, que encima a enorme fraga.

Rodeamos a fraga e apanhamos à direita o caminho de acesso a S. João, descendo para o Carvalhal do Teixo, que transpusemos, passando no local em que é feita a romaria.

O último esforço foi a penosa subida final para Pitões das Júnias.

Aí conseguimos finalmente a ajuda de prestáveis motociclistas, que ajudaram no transporte das companheiras mais combalidas.

Depois das despedidas do grupo Andarilhos que nos aguardava em Pitões, lá fomos por Espanha até à fronteira da Madalena, seguindo depois até aos Arcos de Valdevez, onde retemperamos as forças num excelente jantar na "Costa do Vez".