Marcha ao Pé de Cabril

2004-01-05

 

Começamos em Campo de Gerês, junto da pousada.

O tempo estava incerto e o Cabril escondido no meio da névoa, o que nos causou preocupação, pois com a serra não se brinca e uma ascensão com mau tempo estaria fora de causa.

Subimos pela Fraga do Suadouro, que fez jus ao seu nome,  face ao nosso estado no seu cimo.

Enquanto esperávamos pelos retardatários, podemos observar demoradamente as vistas para o Campo de Gerês e, mais ao fundo, a barragem de Vilarinho da Furna, onde se podem ainda distinguir alguns dos muros dos campos da aldeia de Vilarinho das Furnas, tragicamente "engolida" pelas águas da albufeira, aquando a construção desta barragem.

Continuamos a meia encosta, passando por alguns prados e uma bela nascente de águas límpidas, até ao imponente Pé de Cabril, que fomos subindo até atingir a primeira plataforma.

Aqui uma parte dos presentes ficou abrigada, tendo os mais afoitos continuado, para o cimo.

Lá fomos rastejando nas fendas e trepando os obstáculos, bem difíceis e extremamente escorregadios, até atingir os degraus incrustados na rocha, que nos levaram ao ultimo objectivo.

Valeu a pena o esforço, o frio e o risco, para vislumbrar uma paisagem a 360 graus, por todo o Gerês.

A posterior descida foi muito cuidadosa,  já que é traiçoeira, muito escorregadia e uma queda seria fatal. Continuamos vagarosamente até aos companheiros que ficaram à nossa espera, desfrutando então do farnel, que nos retemperou as forças.

O regresso foi feito por outro trajecto, que nos voltou a trazer até ao Campo do Gerês, cansados, mas satisfeitos por um dia cheio de emoções e dando por bem gasto o belo dia que tivemos a sorte de ter.