Por Armadilhas e Brandas do Soajo

2000-02-19

 

Peneda-Gerês, um património a defender

No Norte de Portugal, com pouco mais de 71 000 ha, localiza-se o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

É o único parque nacional do País a dificilmente se encontrará, em todo o Portugal, outra região que, pelo conjunto de valores naturais a culturais que apresenta, possa gozar justificadamente do direito de assim ser classificada.

Obedecendo ao conceito que levou à criação de parques nacionais nas últimas décadas do século passado, o Parque Nacional da Peneda-Gerês respeita, na sua área, os objectivos de preservação da natureza, do estudo dessa natureza conservada e da sua usufruição em termos de não prejudicar os valores protegidos.

Todavia, como num país como Portugal, velho de oito séculos, com elevada densidade populacional a um aproveitamento intensivo das áreas agricultáveis, não seria possível destacar um espaço suficientemente vasto que, contendo todos os valores dignos de preservação, excluísse zonas habitadas, o principal impulsionador do Parque Nacional da Peneda-Gerês a seu primeiro director, o engenheiro-silvicultor José Lagrifa Mendes, considerou a existência de populações residentes no interior dó perímetro da reserva, acrescentando aos objectivos clássicos, já referidos, uma quarta intenção de desenvolvimento socio-económico da região.

Essa concepção, que permitiu um parque nacional peculiar, contribuiu, por outro lado, para um notável enriquecimento em relação à simples preservação da natureza. É que a existência de mais de uma centena de pequenos aldeamentos de montanha, isolados a carenciados, além de constituir importante testemunho histórico do passado, apresentamos, por isso mesmo, uma população com forte consciência comunitária, onde se acumula uma milenária sabedoria aldeã, com a manutenção de tradições, usos a costumes que são um repositório cultural extremamente valioso.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, mercê da esclarecida antevisão de Lagrifa Mendes, a quem a política de ambiente muito ficou devendo, aparece-nos, com esta inclusão de territórios habitados, com novas perspectivas no domínio das áreas conservadas, enriquecido com novos motivos de protecção.

Já em 1939 os florestais portugueses, quando do projecto de arborização da serra do Gerês, preconizavam, em face dos vaIores existentes, que esta região fosse classificada como parque nacional. Passaram-se trinta a dois anos antes que esse desejo pudesse ser concretizado.

Efectivamente, só em 1970 - Ano Europeu da Conservação da Natureza surgiu a lei que possibilitava a criação do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Os trabalhos que culminaram com a sua legalização, em Maio de 1971, foram apoiados por peritos da U. I. C. N. (União Internacional da Conservação da Natureza), permitindo desde logo o seu reconhecimento.

Situado no Norte, ao longo de cerca de 100 km de fronteira com a Espanha, abrange terrenos dos concelhos de Melgaço (10,035 ha), de Arcos de Valdevez (14,030 ha) a de Ponte da Barca (10,215 ha), do distrito de Viana do Castelo; de Terras do Bouro (15,968 ha), do de Braga; a de Montalegre (21,174 ha), do de Vila Real.

O solo é fundamentalmente de natureza granítica, com algumas poucas infiltrações metamórficas. Como características morfológicas da região, que se desenvolve entre os planaltos de Castro Laboreiro a Mourela, avultam as serras da Peneda (1314 m), Soajo (1416 m), Amarela (1335 m) a Gerês (1445 m), sulcadas por vales fundos e apertados, com destaque para o do rio Lima.

Nas zonas mais altas encontramos vestígios de antigas glaciações - circos, rochas estriadas, pequenas lagoas, vales em U.

A erosão capricha em espalhar as mais fantasmagóricas a impressionantes figuras rochosas, desde os grandes a compactos maciços aos blocos isolados, quantas vezes num equilíbrio instável que apenas parece esperar a mais leve aragem para se desfazer.

Região de grande pluviosidade (2800 mm de valor médio anual), formam-se, ao lado de pequenas torrentes invernais, inúmeros riachos permanentes, que correm velozmente, com frequentes a interessantes que das no percurso. Na época das chuvas é verdadeiramente espectacular a profusão de águas, que tão depressa se despenham em cascatas, muitas delas de apreciável dimensão, como correm devastadoras a céleres de fraga em fraga ou apenas deambulam caprichosa a hesitantemente em busca dum melhor leito. Contraste frisante com o Estio, que, quando prolongado, amarelece os montes, respeitando apenas os ribeiros principais.

Todas as linhas de água afluem aos dois grandes rios que sulcam a área do Parque Nacional: o rio Lima, que, nascendo em Espanha, o atravessa sensivelmente a meio, de norte para sul, e o rio Cávado, que lhe serve de limite sul, nos distritos de Braga e Vila Real.

A forte capacidade hídrica regional, conjugada com o perfil do leito dos citados rios permitiu o aproveitamento hidroeléctrico pela construção das barragens da Caniçada, Salamonde a Paradela, no rio Cávado, a de Lindoso, no rio Lima. Estes empreendimentos, embora tenham modificado os ecossistemas locais, com os consequentes reflexos na criação de novos ambientes, possibilitando grandes albufeiras de contorno irregular, de extensos braços que penetram pela exuberância verdejante das margens, constituem motivos turísticos de tão grande beleza que vulgarmente se chama à zona a Suíça portuguesa.

A estância termal do Gerês, em plena serra do mesmo nome, tem fontes termais dispostas em linha recta, em direcção norte-sul, como que acompanhando falha ou fractura da rocha granítica, que apresentam um manancial de cerca de 100 m3 por dia de águas fluoretadas sódicas, com temperatura próxima dos 45°C. Largamente utilizadas pelo seu poder terapêutico, embora alguns as remontem à época dos Romanos, só a partir de meados do século XVIII tiveram efectiva utilização.

Todas estas características, relevos com profundas ravinas, diferentes exposições e condições de humidade, variações acentuadas de altitude, grandes amplitudes térmicas, estão na origem dos inúmeros microclimas existentes, que permitem ao Parque Nacional apresentar aspectos botânicos muito especiais em relação à demais flora portuguesa.

Realmente, além de cinco plantas com o seu nome ligado à zona geresiana, da Iris boissieri, plants da família das Iridáceas, de flor intensamente violácea, conhecida apenas na serra do Gerês, a do Woodwardia radicans, o feto do Gerês, quando da I Reunião Botânica Peninsular, em 1948, foram encontradas dezoito espécies que nunca haviam sido herborizadas no País.

As matas de carvalhos da Matança, Cabril, Ramiscal, Albergaria a Beredo são vestígios da antiga cobertura clímace do País, do mais alto interesse científico. Destas, todas elas merecendo referência especial, assinale-se sem dúvida a do Ramiscal, onde um povoamento de azevinhos arbóreos cobre uma área apreciável. A dificuldade de acesso e o isolamento destes restos da vegetação primitiva do território facilitam a sua preservação. Infelizmente, a mata de Albergaria tem vindo a ser afectada, apresentando aspectos de degradação acentuada, que há o perigo de se generalizar, ao longo duma via de passagem de acesso ao posto fronteiriço da Portela do Homem, que a ignorância e a falta de sensibilidade de alguns políticos teimam em manter aberto.

O sobreiral da Ermida, o núcleo de pinheiros-silvestres da Biduiça a exemplares dispersos de centenários teixos em alguns vales da serra são ainda vestígios da mais antiga vegetação.

O isolamento das zonas altas serranas, durante muito tempo inacessíveis, permitiu concomitantemente que se mantivesse nesses habitats uma fauna bastante rica.

Embora tenha desaparecido o urso em 1650 e a última cabra-Brava tivesse sido vista em 1890, o Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta ainda uma variedade de espécies assinalável, onde se podem destacar o corço, o lobo, o javali, a raposa, o texugo, a lontra, o gato-bravo, a marta, a águia-real, o falcão, o lagarto-de-água, a víbora, etc. - espécies que deverão ser protegidas, sob perigo de rápida extinção. Se algumas delas se distribuem, com certa profusão, por toda a área de ambiente selvagem ou menos afecta à influência das populações residentes, algumas há que já só aparecem, ocasionalmente, em zonas restritas.

Da águia-real, por exemplo, de que se conhecem cinco locais de nidificação no interior do Parque Nacional, apenas se detectaram dois casais no último ano. A sua protecção eficaz é bastante difícil, não só porque as populações de montanha não estão completamente sensibilizadas à sua existência, como ainda porque o seu raio de acção ultrapassa o limite fronteiriço.

Também o garrano-selvagem, da raça luso-galiziana, de que existe ainda um pequeno núcleo, o cão da raça de Castro Laboreiro a - o gado barrosão, que encontram o seu habitat em territórios do Parque Nacional, são valores a conservar, merecendo por isso mesmo um projecto para o efeito.

Por outro lado, vamos encontrar também indícios da passagem doutros povos por estas terras. Os inúmeros restos de castros e citânias que se nos deparam nos lugares altos apresentam na sua grande maioria despojos posteriores ao neolítico, sem que todavia se possa afirmar que alguns não existissem em tempos anteriores. Os Iberos, cuja origem é difícil definir, são talvez os primeiros habitantes identificados na região, tendo-se cruzado mais tarde com tribos de celtas, oriundos da Gália. Suevos, Romanos, Visigodos, Árabes, todos deixaram a sua marca. A estância neolítica de Chelo, a estátua menir da Ermida, as antas Estradas romanas, marcos miliários, pontes, pelourinhos, castelos e mosteiros testemunham o decorrer dos séculos, evocando outros tempos e outras eras, deixando-nos adivinhar as dificuldades por que passaram as diversas gerações de montanheses que tiveram de se bastar a si próprios, de lutar de armas na mão contra invasores, de criar as suas raízes.

A «Jeira», estrada romana que ligava Brácara Augusta a Astorga, apresenta ainda vestígios assinaláveis na zona em que atravessa a mata clímace de Albergaria, pelo que a sua recuperação, em estudo, poderá constituir um percurso de notável interesse turístico e cultural, na medida em que se enquadra no verdadeiro ambiente da época.

Os Castelos de Castro Laboreiro, em ruínas, e do Lindoso, recuperado, representam marcos importantes na história da defesa de linhas fronteiriças e da manutenção duma nacionalidade ameaçada.

O pelourinho do Soajo, as ruínas do Mosteiro de Santa Maria das Júnias de Pitões e tantas outras recordações, bem como a toponímia de muitos lugares, são contributo essencial para um mais perfeito conhecimento do passado.

Todavia, uma população palpitante, de cerca de quinze mil pessoas, que dia a dia, nos cento e catorze aldeamentos existentes no interior do Parque Nacional, esforço sobre esforço, vai traçando a história dos dias de hoje, é sem dúvida uma das riquezas mais importantes a proteger.

Depositária duma herança cultural muito anterior aos primórdios da nacionalidade, apesar das solicitações duma civilização de consumo aliadas à influência dum surto de emigração que indirectamente a marcou, teima em conservar os seus valores, na paz de uma vivência de montanha tradicional.

Aldeões que em terreno agreste, de vertentes inclinadas, trabalham, de sol a sol, um solo que aflora aqui e ali sobre a rocha. Socalcos que resultaram do suor de muitos jornais, onde se obtêm meia dúzia de sementes, que vão permitindo os magros rendimentos duma agricultura de subsistência. Longos tratos de baldio, monte de todos, onde o gado se espalha, enganando a fome. E algumas parcelas de terreno mais fundo, junto a aldeamentos estrategicamente distribuídos pela serra.

Aldeamentos duma arquitectura popular espontânea, de construções térreas ou dum andar, sobre cortes de animais, de paredes grossas de granito, algumas ainda cobertas a colmo, onde as casas de habitação se misturam com os palheiros, formando um dédalo de ruas estreitas e tortuosas, em que, a par com as pessoas, se passeiam os animais domésticos e chiam carros de bois. Estradas de terra, sinuosas, de declives acentuados, pisos impossíveis, longas fitas cortando o verde da paisagem.

É neste panorama, ao mesmo tempo bucólico e agreste, que as populações persistem, numa vida igual à dos seus avós - o mesmo moinho desfazendo o grão, o mesmo lagar para o azeite ou vinho, o mesmo forno para cozer o pão. Um moinho, um lagar, um forno, que é da aldeia, mas onde cabe um pouco de cada um, segundo normas que se prolongaram no tempo, num sábio doseamento de esforços.

Dias inteiros na serra, guardando o rebanho comum, a chamada «vezeira», porque é vigiada à vez pelos diferentes donos, consoante o número de cabeças que possuem. Espectáculo inolvidável observar, ao fim da tarde, o regresso da «vezeira, quando os animais invadem a aldeia, ao som inconfundível dos chocalhos, buscando cada um a sua corte.

Rabiça na mão, atrás dos bois, pois o tractor não pode entrar na leira sem dimensão, ou em longas caminhadas duma parcela para outra, que entre elas há milhentas doutras, os dias vão passando no mesmo ritmo pachorrento de sempre.

Uma vida que se desenvolve na monotonia de quem sabe que a luta contra os elementos adversos é uma luta que se ganha todos os dias, aos poucos.

E mesmo aqueles que a certa altura a abandonaram, acalentando a esperança duma vida diferente, com sonhos de grandeza que essa outra vida, doutra maneira dura, por vezes recompensa (a área tem cerca de 40 % de emigrantes), quando regressam de vez ou esporadicamente, vêm passar uns tempos ao seu torrão natal, mesmo esses, voltam ao mesmo enquadramento, ao mesmo ritmo. Se ignorarmos alguns sinais aparentes do que quer mostrar que venceu lá fora, o automóvel, a casa construída ao estilo donde esteve ou apenas de cor gri­tante, para que fique bem estampado o seu triunfo na paisagem, tudo permanece igual. Realmente, parece não haver qualquer outra modificação que não seja aquela que resultou da substituição do cinzento da pedra das edificações pelas cores variadas e berrantes das novas construções, laivos de cor que, chocando pela agressividade, poluem esteticamente o ambiente. Mas, apesar da dureza desta vida serrana, ou talvez por isso mesmo, os domingos e dias festivos são horas de alegria.

Gente com uma habituação religiosa bem expressa nas «alminhas», nos cruzeiros, nas oradas, tem uma religiosidade muito própria, com baile no adro da igreja em dia de romaria, logo após devotamente ter assistido à missa ou fazendo do dia do padroeiro apenas um pretexto para uma boa merenda. É o rancho folclórico que canta e dança, são jogos populares, a banda de música ou a «chega de bois», que a todos entusiasmam e fazem ansiar novo dia festivo ou o próximo domingo.

Na área do Parque Nacional da Peneda­Gerês celebram-se duas das maiores romarias do Norte de Portugal: a Nossa Senhora da Peneda e o S. Bento da Porta Aberta, que são ainda um fiel testemunho duma alegria do povo.

Alegria que se traduz também nos grandes trabalhos em comum, em que cada um ajuda o seu vizinho, que por sua vez o ajudará depois. As ceifas, as esfolhadas, as vindimas, com o seu tipicismo e práticas habituais, são motivo de alegre camaradagem. Na eira comunitária, ladeada de espigueiros de pedra ou canastros de vime, para recolha de espigas, ou no lagar para pisar as uvas, todos se juntam e entreajudam.

A própria mudança das "inverneiras" para as "brandas", na zona mais ocidental, costume antiquíssimo e necessário nos tempos em que os acessos eram mais difíceis, facilitava-se com a confraternização que proporcionavam. Ao contrário de hoje, em que, apesar de muitas carências, já vai havendo estradas e meios de transporte, noutros tempos, para se cultivarem as tetras altas no Verão, a jornada era de tal monta demorada que exigia a transumância da aldeia. A freguesia de Castro Laboreiro, com as suas povoações no vale e no planalto, mantém essa prática de mudança periódica.

E, servindo de suporte a esta riqueza incalculável de aspectos científicos, culturais e sociais, vamos encontrar toda uma variedade panorâmica de excepcional beleza que encantará e servirá de atractivo, mesmo para aqueles a quem os aspectos anteriores pouco interessarão.

Realmente, ao longo do Parque Nacional da Peneda-Gerês encontramos regiões bem distintas, qual delas a mais interessante, que não deixam que o visitante se canse na monotonia de cenários repetidos. Não sabemos qual preferir, se a imponência granítica da serra da Peneda, adoçada aqui e ali por um vale verdejante, se a simbiose colorida dos matos do Soajo e da Amarela, dum e doutro lado do Lima, se a exuberância silvestre das grandes massas lenhosas da área geresiana, banhada pela quietude azulada das águas das albufeiras, se a vastidão esmagadora do Alto Gerês, que se prolonga pela raia de Espanha, até aos recortados picos dos Cornos da Fonte Fria.

Regiões bem distintas, elas permitem uma visita prolongada em qualquer estação do ano, mesmo na mais agreste, quando a neve uma vez por outra cobre os picos mais altos.

É todo este complexo variado e rico, que simultaneamente se pode desvendar e preservar, que ao mesmo tempo pode ser um atractivo e não se deve deixar contaminar, que constitui o domínio do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Para que se possa desfrutar do valioso conteúdo apresentado pelo território, sem que essa fruição de alguma forma o vá afectar, há que conciliar os dois princípios, aparentemente antagónicos, de conservação e utilização.

No Parque Nacional da Peneda-Gerês, como na generalidade das reservas equivalentes, essa harmonização é um dos principais problemas de gestão.

Devido às características do Peneda-Gerês, onde se encontram grandes superfícies habitadas ao longo dos principais vales e outras, de maior altitude, onde a influência humana se não faz sentir, estabeleceu-se uma zonagem conveniente, com adequada regulamentação.

Uma «área de ambiente rural», constituí­da pelos terrenos utilizados pelo homem (cerca de 50 000 ha), é subdividida em «zona de uso intensivo» e «zona de uso extensivo», consoante se trata das aldeias e campos de cultura adjacentes ou dos largos tractos baldios, com episódico fornecimento de matos e magra pastagem para o gado.

Nesta área, as limitações são mínimas, porquanto há que ter em conta a população residente e a necessidade de melhorar a sua qualidade de vida.

São portanto possíveis as vias de comunicação e certas facilidades turísticas. Os valores existentes são predominantemente de interesse sociocultural e um contacto entre os visitantes e os residentes permite um enriquecimento mútuo desejável.

A área, onde se entretêm os visitantes, funciona simultaneamente como tampão envolvente dos terrenos mais elevados e inacessíveis, que, não vindo a ser utilizados pelo homem, apresentando aspectos selvagens, constituem uma «área de ambiente natural».

Nesta, que abrange cerca de 20 000 ha, distinguem-se «zonas de protecção integral» e «zonas de ambiente natural».

As primeiras são pequenas parcelas que, pelo seu interesse e delicadeza, apenas admitem estudiosos e onde portanto é interdita qualquer outra presença. As segundas, que rodeiam a primeiras, não tendo vias de penetração que não sejam trilhos para caminhadas, restringem desde logo a visitação. Além disso, os condicionamentos impostos visam a efectiva defesa da área.

Se respeitadas as normas estabelecidas, esta zonagem e os seus diferentes condicionamentos, intimamente relacionados com a distribuição das populações e os valores naturais do território, permitem, em grande parte por si mesmos, a conservação do património natural e cultural que justificou a criação do Parque Nacional da Peneda­Gerês.

Os textos apresentados foram recolhidos em obras diversas